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O drama da Libertadores

Quando o Deportivo Lara tentou embarcar pela primeira vez para Belo Horizonte, o país já vivia as dificuldades, e em momento algum a Conmebol achou que isso poderia acontecer? Precisava mesmo esperar os 45 do segundo tempo para se tomar uma decisão?

14/03/2019 às 09:47
O drama da Libertadores

Há quem diga que futebol, religião e política não se discutem. Pode até ser recomendável, diante de tanta intolerância e polarização que estamos vivendo nos dias de hoje, mas há algo que não podemos negar: estes andam juntos, principalmente quando se envolve Libertadores e Venezuela. 

Nossos vizinhos vivem uma crise social, política e econômica, que está afetando, também, o calendário da Libertadores. Em decorrência do blecaute que atingiu o país venezuelano, o adversário do Cruzeiro, Deportivo Lara, não conseguiu chegar a Belo Horizonte em tempo para a partida, que precisou ser adiada duas vezes. 

O jogo que inicialmente aconteceria na quarta-feira (13), foi remarcado para esta quinta (14), mas jogadores e comissão técnica tiveram inúmeros problemas para deixar o país. O clube chegou a remanejar a logística e viajou para a cidade de Valência, a 200 quilômetros de Lara, mas não foi o suficiente. A companhia aérea contratada para o voo fretado não tinha autorização para voar no Brasil. Um tempo depois, a informação que chegou à diretoria do Cruzeiro era que o empecilho seria o abastecimento da aeronave. Prontamente, o clube celeste se ofereceu para arcar com as despesas de combustível, mas de nada adiantou. E sem perder a oportunidade, temos que parabenizar a ação do Cruzeiro, ressaltar a atitude do clube, pois isso também é papel do futebol. Valeu muito a iniciativa.

Não cabe aqui apontar dedos para ninguém. O país vive um caos político e não tenho dúvidas que ambos os times querem a realização da partida. O que nos cabe é questionar a maneira como tudo isso vem sendo tratado pela Conmebol. Mais uma vez, o torcedor é prejudicado por falta de informação ou atraso na divulgação dela. Não estou dizendo que a culpa de todo este cenário caótico é da organização da Libertadores. Até porque não é. Precisamos ser melhores informados porque existe uma demanda de imprensa, torcedores, clubes e variados tipos de profissionais que precisam de informações certas e com mais rapidez de tudo que está acontecendo. Um pronunciamento, uma nota, uma ligação ou até um sinal de fumaça é necessário em momentos de crise. 

Será que nada disso foi cogitado antes? Quando o Deportivo Lara tentou embarcar pela primeira vez para Belo Horizonte, o país já vivia as dificuldades, e em momento algum a Conmebol achou que isso poderia acontecer? Precisava mesmo esperar os 45 do segundo tempo para se tomar uma decisão? 

E os torcedores que já haviam comprado ingressos? E as caravanas do interior? E o respeito com a torcida? 

A Conmebol é culpada por tudo isso? Claro que não! Mas poderia ter sido mais eficaz diante de toda esta situação. 

A pergunta que fica é: e quando Atlético e Cruzeiro precisarem entrar na Venezuela? O que será feito? 

Eis a questão. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Foto: Divulgação/Deportivo Lara

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